Como me planejei para chegar até aqui


08 de dezembro de 2017





Coragem: um senso moral, uma força espiritual ou simplesmente uma capacidade de enfrentar algo difícil. Independente da definição, coragem nunca me faltou, com a diferença de que hoje eu consigo exercer essa característica de forma lúcida e ética.

Decidir deixar para trás todo um trabalho de referência, construído mediante a articulação e o engajamento de muitas pessoas, não foi fácil. Decidir por deixar o conforto de uma boa remuneração e de todos os benefícios que atuar em uma grande empresa proporciona também não.

Propósito e a autorrealização há muito tempo falam mais alto para mim do que a estabilidade e subserviência corporativa, porém há uma distância muito grande entre o querer e o agir.

Em muitos momentos antes de tomar essa decisão eu pensei:

Será que eu estou simplesmente passando por uma fase de dúvidas sobre o futuro e o medo é que me faz querer mudar antes que me mudem?
Será que ainda há desafios para eu cumprir por aqui?
Será que se eu ficar deixarei de ter orgulho pelo trabalho feito para ter vergonha do que virá?
Será que devo dar passos atrás na carreira e começar um negócio próprio?
Será que eu tenho algum problema pois, em média a cada 3 anos, eu tenho vontade de mudar de trabalho?

Em meio a tantas perguntas, olhei para meu planejamento de vida de longo prazo e percebi que, há 3 anos atrás, eu já havia feito uma escolha, porém o tempo foi passando e eu não havia dado a mínima atenção para um dos meus objetivos para 2017, que era empreender.

Mas me faltava uma ideia matadora, um time competente e alguma grana para começar.

Contudo, vi que não me faltavam bons contatos, uma boa reputação construída por meio da minha capacidade de execução e do meu jeito peculiar de ser, e muito menos uma determinação enorme para perseguir um novo propósito. Nesse contexto eu resolvi agir!

A semana entre as festas de final do ano de 2016 foram decisivas para minha decisão.

Para começar, revirei dentre os meus conhecimentos e habilidades o que poderia suscitar uma ideia que teria a capacidade de suportar um propósito grandioso à altura da minha vontade em voltar a empreender.

Depois, elaborei uma relação de pessoas que tivessem um alto nível de energia, uma alta capacidade de aprendizado e que soubessem lidar com meu temperamento sem melindres para serem minhas sócias.

Por fim, levantei todas as possibilidades de captação de recursos que eu poderia ter para minha possível nova ideia, afinal eu já havia captado mais de 170 milhões de reais para os outros, então certamente eu poderia conseguir algo para mim mesmo.


Quando empreendi pela primeira vez, em 2008, aprendi muito como não empreender. Empreendi por necessidade, escolhi sócios por amizade, entendia que startup era uma miniatura da grande empresa, priorizei a organização interna em detrimento do entendimento das necessidades dos clientes e do mercado, não tinha produto... em suma, eu não fazia a menor ideia do que estava fazendo. Apenas fiz.

E agora, com todo o aprendizado que acumulei até agora, no que eu poderia empreender?

Fazia sol em Santos nos últimos dias do ano e, entre uma caipirinha e outra, eu refletia sobre os objetivos e ações que norteariam minha vida até 2020. Faço este tipo de planejamento há mais de 10 anos, mas neste momento uma grande nuvem encobria minhas ideias.

Os dias foram passando e chegou a contagem regressiva para o ano novo. Nada ainda estava claro na minha cabeça, mas a champagne ia estourar independentemente da minha vontade. 3, 2, 1... Feliz ano novo!

Quem já teve a oportunidade de passar o Réveillon na praia sabe que é muito comum logo após a passagem do ano pular sete ondas e fazer pedidos para o ano que se inicia. Não fazia a menor ideia do que pedir, mas mesmo assim tirei meus sapatos e fui para o mar. Cumpri o ritual e, na velocidade com que cada onda chegava, os pedidos rapidamente brotavam na minha cabeça e, lá pelo 5º pedido, as ondas cessaram. Coisa de 10 segundos. Voilà:

E se eu ajudasse as pessoas, por meio da tecnologia, a se organizarem para cumprir seus objetivos de vida?
E assim começou meu 2017, com a serendipidade da vida me trazendo a ideia da 7waves, aproximando-me de sócios engajados no propósito que eu desenhei e me abrindo muitas portas e janelas com pessoas que acreditam no que eu acredito.

E foi por isso que eu saí da grande empresa para empreender.

Nessa nova fase da minha vida me organizei para compartilhar frequentemente os aprendizados da minha jornada empreendedora em busca do propósito de ajudar as pessoas a terem mais satisfação e autorrealização por meio da conquista dos seus objetivos de vida.

E você, vai planejar o seu futuro ou vai deixar a vida passar sem fazer nada a respeito da sua felicidade?

Baixe agora o app da 7waves e conquiste o que você quiser. Conte com a gente.


Rodolfo Ribeiro
Founder e CEO