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Síndrome de Burnout: como encontrar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional

Embora o termo tenha sido difundido recentemente, no início dos anos 70 o psicanalista Herbert J. Freudenberger, já definia a síndrome de burnout como um “distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso cuja causa está intimamente ligada à vida profissional”. Por isso, é muito importante prestar atenção aos sinais de que o trabalho pode estar interferindo negativamente no equilíbrio da sua vida pessoal.

A sensação de esgotamento físico e emocional desencadeiam um conjunto de sintomas que à primeira vista, são bem parecidos com a depressão. Por esse motivo, tão importante quanto entender a diferença entre a burnout e a depressão, é reconhecer os sintomas e procurar o tratamento adequado.

imagem: Freepik

Entenda a diferença entre Burnout, Depressão e o Estresse

O estresse é uma resposta física e psicológica. Quando tanto o nosso corpo e mente estão focados para conquistar os melhores resultados, é comum sentir-se sobrecarregado com a pressão e as cobranças do dia a dia.

Porém, após o período mais intenso conseguimos relaxar e aos poucos voltar ao nosso ritmo de vida normal. Já as pessoas com a síndrome de burnout sente por mais tempo essa sensação de sobrecarga, mesmo em momentos onde não há a necessidade de estar ativo e conectado.

Já a diferença entre o burnout e a depressão é o fato, que a síndrome está diretamente ligada a infelicidade no trabalho do indivíduo, enquanto o quadro de depressão envolve sentimentos mais amplos em relação à vida como um todo. O sintoma mais conhecido da síndrome de burnout é o esgotamento físico e emocional que pode ser divido em cinco estágios.

5 estágios da síndrome

Esperança
O primeiro estágio é quando a pessoa se sente motivada com suas atividades dentro da empresa. A dedicação ao trabalho é tanta que a pessoa tem picos de energia, e simplesmente esquece de realizar pausas e dividir as responsabilidades.

Frustração
Esse estágio acontece quando a pessoa se depara, com os primeiros obstáculos no ambiente de trabalho, seja por problemas internos da empresa, ou por suas próprias limitações. Outro fator que pode gerar o sentimento de frustração, é o fato da pessoa não se sentir reconhecida e valorizada pela empresa.

Raiva
Gerada pelo sentimento de protesto e aversão diante de uma circunstância. Muitas vezes a frustração surge da dificuldade de a pessoa expressar o seu desconforto. Quando as emoções são reprimidas inicia-se um ciclo em que há uma dificuldade maior de controlar os pensamentos negativos e com isso, a irritabilidade e o mau humor se tornam mais frequentes.

Apatia
Quando a dedicação se torna exaustiva, pois ela gera sentimentos negativos, a pessoa tende a buscar a autopreservação, ou seja, ela se retraí. Nessa etapa do burnout o cansaço se torna mais evidente e com isso a produtividade da pessoa acaba sendo prejudicada. O que parece ser desinteresse na verdade é apatia gerada pela desmotivação com o trabalho.

Esgotamento
O último estágio do burnout é caracterizado pela sensação de esgotamento físico e emocional. Nesse estágio a pessoa não consegue mais se sentir relaxada, nem mesmo aos finais de semana com amigos e familiares.

No trabalho a pessoa entra no modo automático e começa a apresentar sintomas físicos como, baixa imunidade, pressão baixa, insônia e entre outras. Emocionalmente a pessoa pode mostrar um humor mais instável que muitas vezes é confundido com transtorno de ansiedade e depressão.

Nessa fase a pessoa se sente tão esgotada que por recomendação médica pode se afastar da empresa, ou mesmo pedir seu desligamento por não se sentir mais útil.

Buscando ajuda
A psicoterapia é o tratamento mais comum para a síndrome de burnout, pois ela tem como objetivo levar a pessoa a refletir sobre seu estilo de vida, atitudes, escolha e expectativas. A psicoterapia busca auxiliar a pessoa na quebra do círculo vicioso que faz com que ela sinta o esgotamento físico ou emocional por conta do excesso de trabalho.

A psicoterapia pode ser trabalhada em conjunto, com mudanças nas condições de trabalho ou uso de medicamentos. Nos casos em que o burnout evolui para um quadro de depressão, é necessário o uso de medicamentos antidepressivos.

Para que o tratamento seja mais eficaz, é essencial incluir pausas para que a mente e corpo possam descansar e principalmente a conquista de um maior equilíbrio entre a vida pessoa e profissional.

Prevenção.
Manter uma rotina equilibrada, descansar adequadamente, praticar atividades físicas, auxiliam a pessoa a mudar as atitudes que podem ser gatilhos para o burnout. Outras práticas recomendadas são:
Realizar atividades que fujam da rotina diária.
Passar mais momentos com amigos e familiares.
Evitar contato com pessoas que reclamem constantemente do trabalho e sobre a vida no geral.
Conversar com uma pessoa de confiança.
Definir pequenas metas e objetivos tanto para a vida profissional como para a pessoal.

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